Criação, Compilação, Teste, Revisão e Distribuição. Estes são os cinco passos básicos para uma ideia da Harmonix que deve revolucionar a forma de algumas pessoas encararem a franquia Rock Band : a criação e distribuição digital de músicas. A ferramenta, chamada de Rock Band Network, visa disponibilizar aos usuários os meios para criarem suas próprias faixas e, em seguida, vendê-las por uma loja online.- Mais do que na hora!
O pedido por parte dos jogadores para que pudessem criar suas próprias faixas não é novo, mas o que a Harmonix disponibilizará em breve vai muito além disso. A ferramenta serve para criar, analisar e distribuir músicas além de possibilitar o desenvolvimento de uma comunidade de criadores bastante robusta.
Por que isto não veio mais cedo? Boa pergunta, mas os próprios desenvolvedores a respondem. Segundo eles, tudo começou como uma forma de automatizar a criação de novas faixas para os games — já que, por enquanto, a coisa toda é feita manualmente para cada uma delas — e evoluiu a partir daí. Nada mal.
O receio que previamente existia, com relação a qualquer sacrifício de qualidade simplesmente para conseguir disponibilizar mais conteúdo e mais rápido, agora não existe mais. Esta, ainda segundo os desenvolvedores, é a ferramenta certa e permitirá que a experiência de Rock Band atinja um patamar inteiramente novo.
Antes de mais nada, vale lembrar da diferença entre esta ferramenta e outros jogos que permitem a criação de conteúdo personalizado, como LittleBigPlanet. Aqui, não se trata de algo realizado dentro dos próprios games, mas em programas acessórios. O que significa que um computador é utilizado para grande parte da tarefa.
No entanto, a experiência é bastante técnica. Pessoas familiarizadas com software de edição de músicas se sentirão à vontade, mas os novatos que querem apenas espalhar seus tons por casas de todo o mundo terão bastante dificuldade para realizar todos os passos necessários.
O primeiro passo, como expusemos acima, é criar sua faixa. Para isso, a pessoa utiliza um programa chamado Reaper, da empresa Cockos, que trabalhou com a Harmonix para adaptar o aplicativo às necessidades de Rock Band. Através dele, o criador pode personalizar todos os aspectos da música, desde as notas até o cenário, as animações, a reação da plateia...
As letras são inseridas de forma semi-automática, devendo o usuário ajustar apenas alguns padrões para que elas encaixem na melodia — como, por exemplo, separar as palavras em sílabas. O resto é feito pelo aplicativo, que converte o texto em eventos musicais que são sincronizados à música.
Já no caso dos botões que devem ser pressionados — as notas que vêm descendo pela tela e devem ser tocadas — a coisa toda deve ser feita manualmente. Ou seja, se você quer criar uma virada de bateria, deve colocar, um por um, o botão da cor respectiva. É aí que, segundo os desenvolvedores, a habilidade individual entra.
Para ver como está se saindo, basta instalar um plugin que permite que isto seja feito através do próprio programa, para que não seja necessário enviar o tempo todo para o console somente para ver como as coisas ficaram.
Uma vez que a faixa esteja terminada, é preciso transformá-la em um pacote para que possa ser levada aos consoles e visualizada daquele jeito já familiar dos games da franquia. O título da música, o autor, a dificuldade, o gênero... Tudo isto entra nesta etapa, e deve ser definido pelo criador neste momento.
Esta parte é realizada utilizando o programa Magma, que também pode automatizar vários aspectos da mixagem. A sincronização do áudio, o volume da faixa, as luzes e câmera, tudo pode ser mexido à mão ou deixado à cargo do aplicativo — embora o resultado desta última opção não seja tão preciso. Caso deseje, o jogador pode também utilizar um padrão pré-definido e depois voltar ao Reaper para trabalhar em cima dele.
A sincronização da dublagem é feita de forma exclusivamente automática, mas os desenvolvedores garantem que o resultado é excelente, e que os usuários não têm com o que se preocupar. A única coisa que não será suportada é a máquina de fumaça, porque os desenvolvedores acreditam que seria muito fácil abusar dela já que muitos não a possuem e poderiam aprovar as músicas sem saber que existe uma fumacinha solta a cada meia dúzia de notas — o que geraria uma surpresa desagradável para quem possui o acessório.
A parte de teste poderia ser chamada também de verificação, já que traduzimos livremente. Nela, a pessoa insere sua faixa no game e pode jogá-la para ver como ficou. Isto pode ser feito com todos os instrumentos ou com cada um separadamente, se não tiver ninguém para tocar junto.
Bastante direto e serve para perceber pequenas falhas que possam ter escapado visualmente na hora da utilização dos programas, além de perceber algumas coisas que podem ser melhoradas. Vale lembrar que apenas uma música pode ser testada de cada vez.
Uma vez que você tenha enviado a música para a Rock Band Network, a comunidade online poderá analisá-la, dar opiniões, criticar e oferecer sugestões. Com isso, é possível fazer o upload em novas versões melhoradas ou consertadas durante este período, e avaliar o sucesso de suas composições.
O aspecto mais importante desta fase é a conferência realizada para verificar se existe algum conteúdo que possui direitos autorais sendo copiado. Músicas famosas, ou mesmo samples, consequentemente não poderão ser utilizadas. Por exemplo, nada de Through the Fire and the Flames ou um remix de Sweet Child o’ Mine. Apenas conteúdo do próprio usuário que possui a conta — as faixas deverão ter como nome do autor o nome da conta da Rock Band Network para poderem ser enviadas.

Esta fase é a que permite o desenvolvimento de uma comunidade online de criadores de faixas que irão se autorregular no que diz respeito à legitimidade e coerência das produções. Obviamente, isto levará algum tempo, mas a Harmonix parece disposta a apoiar esta iniciativa de forma adequada.
Vulgo venda. Este é o estágio final, no qual o usuário terá sua faixa disponibilizada na loja da Rock Band Network e poderá receber por cada compra. Os valores ainda não foram exatamente definidos, e várias fontes relatam números diferentes, mas giram em torno de $1,00, $1,25, $2,00 e $3,00 (sempre em dólares) — sendo que as companhias ficam com 70% do valor e o criador da faixa leva 30%. Pode parecer pouco, mas uma de sucesso que venda 1000 unidades a 1 dólar já gera 300 dólares para seu autor.
O patch que modificará Rock Band 2 para permitir a utilização da Rock Band Network disponibilizará também uma loja própria para este conteúdo personalizado. Ela possuirá seu próprio sistema de busca com várias categorias, como gênero, nota, dificuldade, autor... Tudo para permitir que cada usuário encontre o que procura facilmente.
Algo interessante é a existência de demos de cada faixa, que terão 30% da duração total da música — ou 1 minuto, o que for menor. Lembrando que as músicas podem ter de 30 segundos a 20 minutos. Após jogar a demo, você é convidado a comprá-la ou deletá-la. O que é muito bacana é a existência de uma lista de músicas somente para o conteúdo baixado através da Rock Band Network, deixando bem claro e compartimentado o seu banco de dados.
Alguns de vocês, leitores, me xingarão por deixar para colocar isto apenas no final, mas um dos detalhes é bastante importante: por enquanto, a previsão é de existência apenas no X360. Isso mesmo, embora a estrutura suporte o PS3 e uma versão para o Wii esteja sendo trabalhada, o sistema de construção de músicas se apóia fortemente na XNA — a plataforma de desenvolvimento independente de games da Microsoft — e a Harmonix está produzindo a ferramenta com isto em mente.
Além de possuir um X360, o usuário deverá também, por enquanto, adquirir separadamente o Reaper e o Magma, se quiser produzir suas faixas. Os programas são shareware, e existem versões de testes por 30 dias, mas a licença de Reaper custa 60 dólares, por exemplo. Isto sem contar o conhecimento necessário para utilizá-los.
Quem não tem experiência, no entanto, pode ter uma chance se quiser aprender. A Harmonix está preparando uma documentação completa visando auxiliar aqueles que não possuem conhecimento profissional de softwares de edição de música para que eles possam participar também da Rock Band Network.

Se você ficou interessado, não perca tempo. Vá ao site creators.rockband.com e insira seu e-mail. A Open Beta começa em outubro e a previsão de lançamento do serviço é em Novembro, então não estamos muito longe.
Considerando que esta pode se revelar uma nova forma de mídia para que músicos divulguem seu trabalho a uma maior audiência, seria tolice não aproveitar para se inteirar já nos primórdios, mesmo que não comece a produzir faixas logo de início.
- Não vai ser fácil
Antes de mais nada, vale lembrar da diferença entre esta ferramenta e outros jogos que permitem a criação de conteúdo personalizado, como LittleBigPlanet. Aqui, não se trata de algo realizado dentro dos próprios games, mas em programas acessórios. O que significa que um computador é utilizado para grande parte da tarefa.
No entanto, a experiência é bastante técnica. Pessoas familiarizadas com software de edição de músicas se sentirão à vontade, mas os novatos que querem apenas espalhar seus tons por casas de todo o mundo terão bastante dificuldade para realizar todos os passos necessários.
- Criação
O primeiro passo, como expusemos acima, é criar sua faixa. Para isso, a pessoa utiliza um programa chamado Reaper, da empresa Cockos, que trabalhou com a Harmonix para adaptar o aplicativo às necessidades de Rock Band. Através dele, o criador pode personalizar todos os aspectos da música, desde as notas até o cenário, as animações, a reação da plateia...As letras são inseridas de forma semi-automática, devendo o usuário ajustar apenas alguns padrões para que elas encaixem na melodia — como, por exemplo, separar as palavras em sílabas. O resto é feito pelo aplicativo, que converte o texto em eventos musicais que são sincronizados à música.
Já no caso dos botões que devem ser pressionados — as notas que vêm descendo pela tela e devem ser tocadas — a coisa toda deve ser feita manualmente. Ou seja, se você quer criar uma virada de bateria, deve colocar, um por um, o botão da cor respectiva. É aí que, segundo os desenvolvedores, a habilidade individual entra.
Para ver como está se saindo, basta instalar um plugin que permite que isto seja feito através do próprio programa, para que não seja necessário enviar o tempo todo para o console somente para ver como as coisas ficaram.
- Compilação
Uma vez que a faixa esteja terminada, é preciso transformá-la em um pacote para que possa ser levada aos consoles e visualizada daquele jeito já familiar dos games da franquia. O título da música, o autor, a dificuldade, o gênero... Tudo isto entra nesta etapa, e deve ser definido pelo criador neste momento.
Esta parte é realizada utilizando o programa Magma, que também pode automatizar vários aspectos da mixagem. A sincronização do áudio, o volume da faixa, as luzes e câmera, tudo pode ser mexido à mão ou deixado à cargo do aplicativo — embora o resultado desta última opção não seja tão preciso. Caso deseje, o jogador pode também utilizar um padrão pré-definido e depois voltar ao Reaper para trabalhar em cima dele.
A sincronização da dublagem é feita de forma exclusivamente automática, mas os desenvolvedores garantem que o resultado é excelente, e que os usuários não têm com o que se preocupar. A única coisa que não será suportada é a máquina de fumaça, porque os desenvolvedores acreditam que seria muito fácil abusar dela já que muitos não a possuem e poderiam aprovar as músicas sem saber que existe uma fumacinha solta a cada meia dúzia de notas — o que geraria uma surpresa desagradável para quem possui o acessório.
- Teste
A parte de teste poderia ser chamada também de verificação, já que traduzimos livremente. Nela, a pessoa insere sua faixa no game e pode jogá-la para ver como ficou. Isto pode ser feito com todos os instrumentos ou com cada um separadamente, se não tiver ninguém para tocar junto.Bastante direto e serve para perceber pequenas falhas que possam ter escapado visualmente na hora da utilização dos programas, além de perceber algumas coisas que podem ser melhoradas. Vale lembrar que apenas uma música pode ser testada de cada vez.
- Revisão
Uma vez que você tenha enviado a música para a Rock Band Network, a comunidade online poderá analisá-la, dar opiniões, criticar e oferecer sugestões. Com isso, é possível fazer o upload em novas versões melhoradas ou consertadas durante este período, e avaliar o sucesso de suas composições.
O aspecto mais importante desta fase é a conferência realizada para verificar se existe algum conteúdo que possui direitos autorais sendo copiado. Músicas famosas, ou mesmo samples, consequentemente não poderão ser utilizadas. Por exemplo, nada de Through the Fire and the Flames ou um remix de Sweet Child o’ Mine. Apenas conteúdo do próprio usuário que possui a conta — as faixas deverão ter como nome do autor o nome da conta da Rock Band Network para poderem ser enviadas.

Esta fase é a que permite o desenvolvimento de uma comunidade online de criadores de faixas que irão se autorregular no que diz respeito à legitimidade e coerência das produções. Obviamente, isto levará algum tempo, mas a Harmonix parece disposta a apoiar esta iniciativa de forma adequada.
- Distribuição
Vulgo venda. Este é o estágio final, no qual o usuário terá sua faixa disponibilizada na loja da Rock Band Network e poderá receber por cada compra. Os valores ainda não foram exatamente definidos, e várias fontes relatam números diferentes, mas giram em torno de $1,00, $1,25, $2,00 e $3,00 (sempre em dólares) — sendo que as companhias ficam com 70% do valor e o criador da faixa leva 30%. Pode parecer pouco, mas uma de sucesso que venda 1000 unidades a 1 dólar já gera 300 dólares para seu autor.
O patch que modificará Rock Band 2 para permitir a utilização da Rock Band Network disponibilizará também uma loja própria para este conteúdo personalizado. Ela possuirá seu próprio sistema de busca com várias categorias, como gênero, nota, dificuldade, autor... Tudo para permitir que cada usuário encontre o que procura facilmente.
Algo interessante é a existência de demos de cada faixa, que terão 30% da duração total da música — ou 1 minuto, o que for menor. Lembrando que as músicas podem ter de 30 segundos a 20 minutos. Após jogar a demo, você é convidado a comprá-la ou deletá-la. O que é muito bacana é a existência de uma lista de músicas somente para o conteúdo baixado através da Rock Band Network, deixando bem claro e compartimentado o seu banco de dados.
- Detalhes adicionais
Alguns de vocês, leitores, me xingarão por deixar para colocar isto apenas no final, mas um dos detalhes é bastante importante: por enquanto, a previsão é de existência apenas no X360. Isso mesmo, embora a estrutura suporte o PS3 e uma versão para o Wii esteja sendo trabalhada, o sistema de construção de músicas se apóia fortemente na XNA — a plataforma de desenvolvimento independente de games da Microsoft — e a Harmonix está produzindo a ferramenta com isto em mente.
Além de possuir um X360, o usuário deverá também, por enquanto, adquirir separadamente o Reaper e o Magma, se quiser produzir suas faixas. Os programas são shareware, e existem versões de testes por 30 dias, mas a licença de Reaper custa 60 dólares, por exemplo. Isto sem contar o conhecimento necessário para utilizá-los.
Quem não tem experiência, no entanto, pode ter uma chance se quiser aprender. A Harmonix está preparando uma documentação completa visando auxiliar aqueles que não possuem conhecimento profissional de softwares de edição de música para que eles possam participar também da Rock Band Network.

Se você ficou interessado, não perca tempo. Vá ao site creators.rockband.com e insira seu e-mail. A Open Beta começa em outubro e a previsão de lançamento do serviço é em Novembro, então não estamos muito longe.
Considerando que esta pode se revelar uma nova forma de mídia para que músicos divulguem seu trabalho a uma maior audiência, seria tolice não aproveitar para se inteirar já nos primórdios, mesmo que não comece a produzir faixas logo de início.

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